Em toda a história Deus sempre levantou pessoas de acordo com a necessidade específica de cada circunstância. Quando o povo de Israel precisava ser liberto da escravidão no Egito e ser conduzido à terra prometida, era necessário um líder e Deus despertou Moisés. Quando o povo de Deus precisava fortalecer sua esperança nas profecias sobre a vinda do Salvador, o Maravilhoso, o Conselheiro, o Deus Forte, o Pai da Eternidade e Príncipe da Paz, era necessário um profeta e Deus despertou Isaías. Quando o povo de Deus precisava saber que o Verbo já se havia feito carne em Cristo, e o aceitasse por ser o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, era necessário um precursor e Deus despertou João Batista. Quando o povo de Deus precisava levar o evangelho sobre a morte e ressurreição de Cristo para os continentes da Ásia e da Europa e até os confins do mundo, era necessário um missionário, então Deus despertou Paulo.

Quando o povo de Deus do século XVI precisava ver uma reforma na estrutura da igreja, e ser libertada de preceitos humanos, “mercadejadores” da palavra de Deus, e de homens ímpios que transformaram em libertinagem a graça de nosso Deus, era preciso um teólogo e um reformador, então Deus despertou Lutero.

Após um longo período de trevas para a Igreja Cristã, o mundo da época estava preparado para sofrer uma reforma em sua estrutura. Fatores políticos, econômicos, sociais, religiosos e intelectuais, concorriam para uma atmosfera favorável a qualquer movimento que significasse uma revolta contra Roma. O homem e a ocasião se encontraram na Alemanha do século XVI. Este artigo tem por objetivo contemplar a vida e a teologia deste reformador e sua influência sobre a sociedade de então.

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