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A feiura do movimento evangélico brasileiro está mais ligada à perda da sua essência do que aos seus próprios desmandos e ações. O evangelho perdeu a melodia celestial e ganhou as cores terreais. Deixou de ser uma mensagem supra-histórica, ainda que encarnada nas mais diversas culturas (seu poder de penetração cultural é reconhecido e impressionante), para  e tornar discurso meramente religioso e, como tal, instrumento de controle e manipulação de comunidades inteiras. Tal uso da religião como instrumento de alienação não é novo. O próprio Marx a apontou como “ópio do povo”. O que é novo pensando aqui em termos históricos) é esse envolvimento crescente da esfera religiosa protestante brasileira com a política.
Este trabalho pretende mostrar que a adesão à política partidária no seio do protestantismo brasileiro, notadamente entre as denominações neopentecostais, nada mais é que uma acomodação diante da perda do “Elo”. Veremos também que essa perda foi traduzida na forma de relações de poder com a política brasileira. Por fim, notaremos que este processo de politização tal qual visto na História recente do país retroalimentou o fundamentalismo religioso. E aqui se construiu um perigoso ciclo vicioso em que a política se aproveita do fundamentalismo e este, por sua vez, usa o viés político para sua promoção.

 

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